
A série Ritmos do Ser nasce do encontro entre silêncio, matéria e movimento. Sobre fundos de pintura acrílica, os fios monocromáticos percorrem a superfície da obra, criando relações de proximidade e distância, tensão e respiro.
As aproximações e afastamentos estabelecem pausas, como corpos que se encontram em uma dança delicada e contínua. Cada deslocamento constrói um ritmo próprio, revelando que também existe movimento naquilo que parece estático.
A repetição e a variação dos gestos criam uma composição orgânica, na qual o fio se torna expressão de estados, encontros e distâncias.
Ritmos do Ser é, assim, uma celebração do encontro entre matéria e gesto, onde cada fio encontra seu próprio compasso.
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